Ele andava pelas ruas mal iluminadas daquela cidade imunda.
Em sua mente apenas uma coisa,a morte,sim ele iria por fim em sua própria dor essa noite.O rapaz de cabelos negros bagunçados e olhos igualmente negros e entristecidos se dirigia para algum lugar,vestia seu habitual sobretudo branco,andava sempre com ele aberto pois não sabia quando precisaria sacar sua velha companheira que já ceifara tantas vidas,que já havia separado tantas famílias,e que essa noite iria arrancar a vida dele próprio.
Ele vira uma esquina e sem dar muitos passos abre um portão de madeira,atravessa o quintal coberto de folhas e para diante uma porta sem muitos ornamentos.Tateia seu bolso procurando por algo então saca uma chave e abre a porta,sem acender a luz da sala se dirige direto ao seu quarto pega papel e caneta e escreve algo de forma calma como se ele tivesse todo o tempo do mundo,volta para a sala acende sua lareira,algo martela a cabeça de Lawliet tentando impedir a morte do garoto,sim ele gostava da vida mundana,gostava de ver as tragédias anunciadas na televisão,se divertia vendo o mundo ser manchado de vermelho,mas a dor que ela carregava já tinha se tornado pesada demais.
Na cabeça de Lawliet está apenas a imagem da última vez em que viu o sorriso de sua amada.A primeira que ele amou verdadeiramente,a única que lhe causou sofrimento ao terminar um relacionamento.Fecha os olhos,estava tudo pronto já tinha escrito a carta de suicídio,já havia se lembrado dela uma ultima vez,estava com sua velha combatente apontada para ele,então por que não apertava o gatilho?por que não conseguiu fazer algo tão simples nas 13 noites em que tentou?
Ele não era digno de viver e não era meceredor de algo tão sublime como a morte.O castigo implicado para a alma dele era viver eternamente em sombras,e esperar pelo dia em que ele pudesse sentir o prazer da morte.






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